ROMANCE PROIBIDO
Na USP Leste, meninas dizem que trocavam "selinho" quando foram abordadas por policial; PM vê ato obsceno
Namoro de garotas vira caso de polícia
LUÍSA BRITO DA REPORTAGEM LOCAL
O namoro entre duas garotas, na USP da zona leste, virou caso de polícia. Bárbara, 22, e Melissa, 18, (os nomes são fictícios) estavam na cantina da universidade, na tarde da sexta-feira passada, quando foram abordadas por uma policial militar que trabalha na região. Houve discussão e elas foram levadas para a delegacia.
As meninas, que namoram há quatro meses e se conheceram na própria universidade, dizem que uma estava no colo da outra e trocaram apenas um beijo, um "selinho". Na versão da PM, as duas se beijavam de forma acintosa e trocavam carícias nas partes íntimas, o que configurou "ato obsceno".
O caso, que ainda será analisado pela Justiça, ganhou repercussão na instituição e na internet. O diretor da USP Leste, Oswaldo Massambani, disse que a universidade não reprova o namoro.
As meninas afirmam que estavam numa mesa, na cantina, com vários colegas. Melissa estava sentada no colo de Bárbara e as duas se beijaram. Segundo elas, a policial, ao ver a cena, aproximou-se e disse não saber que a homossexualidade era permitida por lei.
As meninas e os colegas reagiram, dizendo que as duas podiam namorar ali. "Aí a policial começou com um discurso preconceituoso, dizendo que a USP era um lugar de mães de família e gente séria", disse Bárbara. "Estávamos conversando quando a policial chegou. Achei que ela não estava falando sério", afirma a aluna Patrícia Rezende, colega do casal.
Segundo as meninas, a discussão acabou porque um funcionário da USP convenceu a policial a deixar o local. Meia hora depois, elas foram informadas que o caso estava sendo registrado formalmente pela polícia e foram chamadas a assinar um termo. Como se recusaram, tiveram de ir até a delegacia de Ermelino Matarazzo, onde ficaram cerca de três horas.
Elas dizem ter se recusado a assinar o documento por considerar que ele não explicava qual crime teriam cometido. Um funcionário da USP as acompanhou até a delegacia, evitando que fossem levadas em um carro policial.
De acordo com o tenente Raul Marcel de Mendonça, responsável pelo patrulhamento da região, a policial afirmou que as duas estavam se "beijando de forma acintosa e passavam a mão uma nas partes íntimas da outra", o que configurou o ato obsceno. Segundo o tenente, a policial que abordou as meninas não estava trabalhando ontem e, por isso, não poderia ser entrevistada.
Bárbara diz que contou à família o que ocorreu e seus pais pediram apenas que fosse prudente, já que o caso envolve a polícia. O medo de Melissa, porém, é que a família descubra que ela namora uma garota. As duas preferem não revelar seus nomes.
O DCE (Diretório Central dos Estudantes) da USP pretende fazer um ato público contra o caso.
Para as meninas, a abordagem da policial e a ida para a delegacia foram constrangedoras. "Vou processá-la [a policial] mesmo sabendo que isso não mudará sua mente, mas é para ela saber que não fizemos nada ilegal", afirmou Bárbara. Na delegacia, foi registrado um documento (termo circunstanciado) e, agora, as duas serão ouvidas pela Justiça.
Bárbara e Melissa afirmam que costumam namorar na rua e que, geralmente, as pessoas mostram-se assustadas ou fazem brincadeiras. "De tudo o que já ouvi, isso [a declaração da policial] foi o mais agressivo", disse Melissa.
Escrito por WELL às 12:08
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PROIBIDOS DE COMUNGAR...
Mais uma
Vaticano estuda possibilidade de impedir que politícos simpatizantes recebam a hóstia
O Sínodo da Igreja Católica - reunião de bispos e cardeais convocados pelo Papa Bento 16 - começou no último domingo, 2/10, e já traz notícias desagradáveis para a comunidade gay. As discussões do Sínodo girarão em torno da Eucaristia, sacramento que, para o católicos, transforma o pão e o vinho em corpo e sangue de Jesus durante a liturgia da missa.
Uma das discussões já levantadas pelo Sínodo afeta diretamente a comunidade gay. Bispos conservadores levantaram a hipótese de poibir que políticos que tenham votado ou aprovado leis pró-gays comunguem, isso é, que recebam a eucaristia. A ofensiva seria uma forma de combater políticos favoráveis ao casamento gay, como o primeiro ministro espanhol, Jose Zapatero. Paul Martin - primeiro ministro canadense -, Gavin Newson - prefeito de San Francisco, Hillary Clinton - senadora americana, e Bertrand Delanöe - prefeito de Paris, também figuraram na "lista negra".
O primeiro-ministro do Canadá, Paul Martin, notório defensor da lei do casamento que foi aprovada no dia 19 de julho último no país, declarou que apesar de ser católico praticante, acredita "na separação da Igreja e do Estado”.
O grupo de bispos conservadores que apoiam a idéia da proibição da comunhão para os políticos simpatizantes, precisa do apoio de Bento 16 e de outros cardeais para que vire uma "recomendação" oficial do Vaticano
Nota do Well: Mais uma, será que daqui a alguns dias seremos proibidos de entrar na igreja???
Se somos imagem e semelhança de DEUS, o que nos impede (aos católicos) de recebermos a eucaristia? Será que por sermos homossexuais deixamos de ser filhos de Deus?
Não, não deixamos de ser filhos de Deus nem de sermos amados por ele, Deus é único e justo, não é vingativo, por isso, acredito que Ele nos ama da forma que somos, pois se fosse errado ser homossexual, Deus permitiria que um homem amasse puramente alguém do mesmo sexo? Acredito que não...
Chega dessa palhaçada!!! Vamos mostrar ao Papa Bento 16, que somos filhos amados de Deus e que temos o direito de comungarmos sim, ou será que ele agora decide por Deus?
Estou a cada dia mais indignado com essas coisas...
Escrito por WELL às 03:46
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DIA DO ORGULHO HETERO
Nota do Well:
Não sei se é parar rir ou chorar... Enquanto uns lutam por um mundo melhor, mais humano e justo, outros (no caso, nosso amado Apolinário) querem que o mundo continue o mesmo ou até pior...
Indignação total ao que esse veredor quer e ainda diz que não é preconceituoso, não imagina, ele só é homofóbico, diferente não???
Carlos Apolinário: Dia do orgulho hetero
Em maio deste ano, o vereador Carlos Apolinário (líder do PDT na Câmara dos Deputados) apresentou um projeto no mínimo curioso. Ele quer instituir o Dia do Orgulho Heterossexual na cidade de São Paulo. Caso seu projeto seja aprovado, o dia deverá ser comemorado todo terceiro domingo de dezembro e a data passará a constar do Calendário Oficial do Município de São Paulo. O projeto de número 294/2005 já encontra-se em tramitação.
Alguém pode se perguntar o porquê de alguém se preocupar com isso. Apolinário explica na justificativa de seu projeto que é para celebrar o livre-arbítrio. “Os homossexuais se dizendo discriminados ou perseguidos estão tentando aprovar leis que na realidade concedem a eles verdadeiros privilégios”, explica – mostrando que seu objetivo não é exatamente lembrar dos héteros, mas sim se opor aos gays.
“Como cristão aprendi a respeitar a todas as pessoas, até porque não sou juiz do comportamento sexual de ninguém. Cada ser humano pode fazer do seu corpo aquilo que bem entender, neste sentido aprendi a respeitar os homossexuais e as lésbicas, porém não posso concordar com a apologia ao homossexualismo”, diz.
O vereador é enfático em sua justificativa. “Há pessoas que tem preferências sexuais fora dos padrões normais da sociedade, o que indubitavelmente está assegurado na Constituição Brasileira, mas poderiam manter seus relacionamentos dentro da discrição que norteia o convívio social. Está não é a pratica que vem sendo adotada pois, preferem fazer estardalhaços em locais públicos, na internet, nos meios de comunicação e até em panfletos com objetivo de divulgar o homossexualismo, como se está opção implicasse em algum privilégio.”
Apolinário não concorda que haja discriminação contra gays e lésbicas e diz que “na verdade são eles que discriminam aqueles que não concordam com suas opções sexuais”. Segundo ele, o Executivo municipal deve estimular a população a resguardar a moral e os bons costumes.”É normal duas pessoas do mesmo sexo se beijarem em locais público ou na televisão? Será que os homossexuais entendem como direito à liberdade, dois bigodudos entrarem em um restaurante e ficarem se beijando sem respeitar os demais clientes daquele estabelecimento? Eles deveriam ter um comportamento adequado a nossa sociedade e deixar os beijos e afetos para os lugares reservados ou suas casas.”
O projeto de lei prevê que as despesas da comemoração do Dia do Orgulho Heterossexual sejam pagas por dotação orçamentária própria.
Neste momento, o projeto encontra-se na Comissão de Constituição e Justiça, que julgará a legalidade da lei. Em seguida, passará pelas de Política Urbana e Finanças. As chances de aprovação são grandes, uma vez que Apolinário é uma pessoa bem articulada, segundo declarou a assessoria do vereador para o Mix Brasil.
As chances de aprovação aumentam caso o projeto vá para o Congresso de Comissões, um pool feito na Câmara para a aprovação rápida de projetos.
Escrito por WELL às 02:56
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BRASIL, Sudeste, OSASCO, VILA MENK, Meninos e Meninas, de 15 a 19 anos, Portuguese, English, Livros, Cinema e vídeo, , homossexualismo, amizade MSN - wesley_je@hotmail.com
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